quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Está renovando o contrato de franquia e o franqueador está cobrando uma nova taxa de franquia?

Muitas vezes a cobrança desta taxa na renovação contratual é prevista na Circular de Oferta e também no Contrato de Franquia.


Portanto é legal, mas considero totalmente inadequada.

A Taxa de Franquia remunera o franqueador de despesas com a transferência de “know-how”, a seleção de ponto para instalar o negócio, o projeto de arquitetura e instalações, dos custos de venda da franquia, do treinamento do franqueado e seus funcionários. Esta taxa também remunera os gastos do franqueador com o suporte pré operação e, como na renovação do contrato não ocorrerá este suporte, a nova Taxa de Franquia não deveria ser cobrada.

Alguns franqueadores alegam que a taxa é novamente cobrada para que o franqueado continue utilizando a marca, o que é um argumento muito questionável pois já foi paga quando da assinatura do primeiro contrato e pelo pagamento periódico de royalties.

Outros franqueadores utilizam a renovação da taxa como forma de pressionar o franqueado a revitalizar o ponto do venda, geralmente barganhando a cobrança pela reforma e implantação do novo projeto de instalação e visual do negócio.

Também acho inadequado, pois investir na revitalização do negócio deveria ser uma obrigação contratual a que o franqueado está sujeito e devidamente informado pela Circular de Oferta e em cláusula contratual. O errado é barganhar com a cobrança de uma nova taxa de Franquia.

Minha recomendação é que você negocie com o seu franqueador, eliminando a cobrança da nova Taxa de Franquia. Se você é um bom franqueado ele certamente abrirá mão desta cobrança, querendo que você permaneça na rede com a sua franquia.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Franquia de asfaltos é oportunidade inédita e sem concorrência no Brasil


 Com dois modelos de negócio – franquia fabril e microfranquia – a ÚNICO Asfaltos pode ser adquirida com investimento a partir de R$ 18 mil e promete ser a grande solução em tapa-buracos e pequenas pavimentações, arruamentos para todas as cidades brasileiras


No ano passado, o empresário Jorge Coelho, que desde 2001 trabalha com pedreiras e usinas de asfalto (nos Estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas) e se tornou um dos maiores fornecedores deste mercado no país, resolveu criar um modelo inédito de franquias: a Único Asfaltos – primeira franquia deste modelo do mundo.

“Vamos popularizar o uso de asfalto e torná-lo mais acessível para obras de todos os portes. Fizemos um asfalto que poderá ficar estocado, aplicado em qualquer quantidade e até na chuva para facilitar as reparações emergenciais e pavimentações interioranas. Hoje, a maioria das obras públicas em prefeituras, concessionárias de rodovias, departamentos de água e esgoto precisam de soluções rápidas e eficientes mas ainda perdem muito tempo com licitações e concorrências para adquirir produtos com limitações operacionais, criados com o objetivo de atender demandas rodoviárias de grande porte”, explica Coelho.

“A Único Asfaltos vai divulgar e levar nosso produto e a qualidade de nossos serviços mais rapidamente a todo o Brasil e proporcionará maior velocidade e economia às obras, além de ser uma excelente oportunidade para quem quer empreender num mercado de tanta demanda”, completa o franqueador.

Com 11 unidades em operação – 3 próprias e 8 franquias - a Único Asfaltos possui dois modelos de negócio, com diferentes investimentos e estruturas necessárias: a primeira é o modelo fabril, cujo investimento é de R$ 290 mil, numa área de 300 m². O segundo é a microfranquia, que possui investimento de apenas R$ 18 mil e pode funcionar "home office". 

Para a franquia fabril, o franqueador desenvolveu um equipamento, uma usina de asfaltos inédita, menor que a convencional, do tamanho de um carro popular, enquanto a usina tradicional pode ser do tamanho de várias carretas e caminhões.  Já a microfranquia é basicamente comercial e isenta de investimentos em equipamento. Ambos os modelos possuem ticket médio de R$ 12 mil e rentabilidade de 30% para o franqueado.

Para este ano, a previsão é a abertura de mais 5 franquias e as cidades prioritárias para expansão são São Paulo, Goiânia, Curitiba e Porto Alegre. A rede usinou 165 mil toneladas de asfalto no ano passado e obteve um faturamento de R$ 31 milhões.

Ficha técnica – Único Asfaltos

Modelo fabril
Investimento total (com a Taxa de Franquia): R$ 290 mil
Taxa de franquia: R$ 80 mil
Capital de Giro: R$ 50 mil
Metragem mínima exigida: 300 m²
Número de funcionários: 2
Taxa de Royalties: 5% sobre o faturamento bruto
Taxa de Propaganda: 2% sobre o faturamento bruto
Faturamento mínimo mensal: R$ 150 mil
Ticket Médio: R$ 12 mil
Rentabilidade: 30%
Prazo de Retorno do Investimento: 7 meses
Prazo de Contrato: 5 anos

Modelo Microfranquia
Investimento total (com a Taxa de Franquia): R$ 18 mil
Taxa de franquia: R$ 17 mil
Capital de Giro: R$ 15 mil
Metragem mínima exigida: 0 m²
Número de funcionários: 0
Taxa de Royalties: 5% sobre o faturamento bruto
Taxa de Propaganda: 2% sobre o faturamento bruto
Faturamento mínimo mensal: R$ 40 mil
Ticket Médio: R$ 12 mil
Rentabilidade: 30%
Prazo de Retorno do Investimento: 4 meses
Prazo de Contrato: 5 anos

Contato da franquia: www.unicoasfaltos.com.br


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Primeira franquia Home Office de Turismo do Brasil possui investimento de R$ 9.800

Diferentemente das franquias mais recentes de Turismo online, onde os próprios clientes escolhem suas viagens e pacotes, a POLTRONA 1 transformou seus franqueados em agentes consultores, que preparam os pacotes de acordo com as preferências e bolso dos clientes 



Com 72 franquias espalhadas em diversas cidades brasileiras, a POLTRONA 1 foi a primeira rede de franquias do país a formatar seu negócio para Home Office com investimento inferior a R$ 10 mil. Para criar um diferencial no mercado, porém, resolveu não seguir a moda de muitos portais de viagens “self service”, ou seja, onde o cliente pesquisa preços e fecha pacotes sem precisar falar com ninguém. Ao contrário disto, a Poltrona 1 resolveu investir em treinamento para os franqueados se tornarem verdadeiros consultores de viagens e preparar pacotes com todos os detalhes da preferência e disponibilidade financeira de cada cliente.

“Nós acreditamos que a compra de uma viagem é a realização de um sonho e muitas vezes, os clientes fecham pacotes pela Internet sem saber de detalhes importantes sobre o destino, que só quem conhece pode orientar. Por isso, nossos franqueados são profissionais e estão preparados para atender a todas as necessidades de quem não quer ter nenhum problema durante todas as etapas da viagem”, explica Oldemar Teixeira, proprietário da rede Poltrona 1.

Como não há a necessidade de ponto comercial, já que os franqueados vão até os clientes, o investimento é de apenas R$ 9.800,00. Neste valor, está incluído o treinamento e mais um grande diferencial da franquia: consultoria de campo voltada para vendas. O faturamento mínimo esperado de uma unidade é de R$ 100 mil ao mês, com uma lucratividade de 12 a 13%.

Fundada em 1991, a Poltrona 1 quer agora chegar às capitais e principais cidades do país onde ainda não está, como Amazonas, Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Rondônia, Roraima e Acre. A expectativa da empresa, que faturou R$ 84 milhões no ano passado, é abrir mais 12 unidades este ano e aumentar em 20% o faturamento.

Poltrona 1 – ficha técnica
Investimento total: R$ 9.800,00 (valor da Taxa de Franquia)
Estrutura Necessária: computador, Internet e linha telefônica
Capital de Giro: R$ 3 mil
Taxa de Royalties: Fixa, em 3 patamares:
R$ 148,00 ao mês no primeiro ano
R$ 192,00 ao mês no segundo ano
R$ 248,00 ao mês do terceiro ano em diante
Taxa de Propaganda: não cobra
Número de funcionários – somente o franqueado
Lucratividade: 12 a 13%
Ticket Médio: R$ 4 mil
Faturamento mínimo mensal: R$ 100 mil
Retorno do Investimento: 12 meses
Informações sobre a franquia: www.poltrona1.com.br


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Cresce em 30% o número de conflitos entre franqueadores e franqueados resolvidos via Arbitragem

Conselho de Arbitragem do Estado de São Paulo acredita que este ano o número de conflitos deve crescer ainda mais devido à crise do Varejo




No ano passado houve um aumento de 30% nos casos de resolução de conflitos entre franqueadores e franqueados segundo o CAESP – Conselho de Arbitragem do Estado de São Paulo. Segundo Ana Cláudia Pastore, superintendente do CAESP, foram administrados ao todo, em 2014, 40 novos procedimentos, sendo que destes, 30 foram relativos a conflitos na área do Franchising.

As ações entre franqueadores e franqueados via arbitragem colocaram em discussão mais de R$ 16 milhões e de acordo com o CAESP este número deve subir ainda mais este ano. “Anos de crise costumam ser particularmente promissores para câmaras arbitrais, uma vez que dificuldades financeiras fazem proliferar conflitos, e assim, consequentemente, cresce a procura por meios eficazes e baratos para solucioná-los”, afirma Ana Cláudia.

São inúmeros os motivos que levam as franquias – franqueadores e franqueados – a moverem processos arbitrais por descumprimento de regras do contrato ou por descontentamento da conduta no dia a dia da operação. Segundo o CAESP, os principais motivos que levam franqueados a entrarem com processos contra franqueadores são:

- 30% : falta de suporte do franqueador
- 20%: rescisão contratual
- 50%: desrespeito à cláusula de raio (distância entre franquias), inadequação no fornecimento de produtos e pagamento de taxas (royalties e propaganda)

Já os principais motivos que levam franqueadores a processarem seus franqueados são:
- 20% - falta de pagamento de taxas (royalties e propaganda)
- 20% - descaracterização do padrão de loja
- 20% - franqueados que viraram a bandeira
- 40% - rescisões em geral, como descumprimento de território pré-definido em contrato para atuação e até a venda da franquia sem a prévia comunicação ao franqueador

A Arbitragem tem trazido muitas vantagens a Franqueadores e Franqueados que optam por esse meio de solução de conflitos. Quando as partes se dão conta que podem utilizar a arbitragem ao invés de entrarem na Justiça, ficam mais seguras, pois o prazo da sentença é infinitamente menor do que os processos tradicionais. “Os conflitos são resolvidos diante de um árbitro, que possui a mesma autoridade de um juiz togado sem a necessidade de ter que aguardar por anos a fio uma sentença na Justiça”, explica Ana Cláudia.

Segundo o CAESP, uma única audiência, na maioria das vezes, é suficiente para que as partes – franqueadores e franqueados – entrem num acordo. “Esta é uma relação onde os dois assinaram um contrato parecido com o casamento. No início, tudo é festa, mas quando há conflitos, ambos querem solucioná-los para não chegar ao divórcio e a arbitragem oferece um ambiente propício para que tudo se resolva da melhor maneira possível e as partes possam chegar a um acordo”, conclui Ana Cláudia.

Os conflitos levam em média de 8 meses a um ano para serem solucionados na Arbitragem. Para utilizar o CAESP em conflitos entre franqueadores e franqueados, basta adicionar no contrato uma cláusula que elege a arbitragem para a resolução de qualquer problema entre as partes durante a relação contratual.

Exemplos de conflitos que chegam ao CAESP:
Os processos movidos via Arbitragem correm em sigilo e, por isso, o CAESP não pode divulgar nomes de empresas, franqueadores ou franqueados. Mas os conflitos e suas resoluções podem ser contatos. Alguns deles do ano passado foram:

Case 1: Franqueador deseja rescisão contratual e investe na busca de interessados na loja e no imóvel.
Franqueada diz que quer exercer o direito de preferência e deseja adquirir a propriedade.
Franqueador perde venda do imóvel para terceiro favorecendo franqueada que acaba não adquirindo o bem.
Condenada a franqueada a indenizar o franqueador.

Case 2: Franqueada tem problemas com fornecimento de matéria prima pelo franqueador, bem como fidelidade de preços praticados.
Foi comprovada a falha da franqueadora no fornecimento de matéria prima, bem como nos utensílios, tais como pratos, copos e talheres.
Contrato rescindido e franqueadora condenada ao pagamento de indenização.

Case 3: Franqueadora decide fabricar roupas com mesma marca, mas com preço mais acessível e vender esses produtos numa loja de departamento popular em um shopping.
Franqueada que possuía loja no mesmo shopping ingressou com ação por desrespeito à cláusula de exclusividade recíproca.
Pedido parcialmente procedente:
a. indeferido pedido de indenização referente ao investimento na franquia, despesas de manutenção da loja, taxa inicial de franquia, royalties, lucros cessantes e danos morais.
b. deferido pedido de restituição de valores referentes ao estoque, pagamento pela Franqueadora à Franqueada do estoque remanescente.

Case 4: Franqueado passou a não pagar pelas mercadorias, royalties e fundo de propaganda.
Franqueador pede rescisão com a devida quitação e cobrança de multa.
Franqueado alega que se desinteressou da franquia por falta de apoio do franqueador.
Ação procedente, dando por rescindido o contrato e condenando ao pagamento dos débitos, bem como multa.